O que fazer ao presenciar uma convulsão: como agir com segurança
O que fazer ao presenciar uma convulsão: orientações médicas baseadas na ciência
Saber o que fazer ao presenciar uma convulsão pode salvar vidas. Apesar de não ser uma situação comum no dia a dia, crises convulsivas podem acontecer em locais públicos, em casa ou no trabalho, como voltou a ser discutido recentemente após um episódio envolvendo um participante do BBB. Diante desse tipo de emergência, atitudes simples e corretas fazem toda a diferença, enquanto condutas inadequadas podem causar ferimentos graves.
Por isso, entender como agir durante uma convulsão, o que não fazer e quando buscar ajuda médica é fundamental. A seguir, você confere orientações baseadas em evidências científicas e recomendações de entidades médicas.
O episódio exibido na televisão é apresentado aqui apenas como exemplo educativo, com o objetivo de orientar a população sobre como agir corretamente em situações de emergência.
O que é uma convulsão?
A convulsão ocorre quando há uma descarga elétrica excessiva e desorganizada no cérebro, levando a alterações súbitas da consciência, dos movimentos ou do comportamento. Em muitos casos, a crise se manifesta com contrações musculares involuntárias, rigidez corporal e perda da consciência.
No entanto, nem toda convulsão se apresenta da mesma forma. Algumas crises podem ser mais discretas, com olhar fixo, confusão mental ou movimentos repetitivos, especialmente em pessoas com epilepsia.
O que fazer ao presenciar uma convulsão
Ao presenciar uma convulsão, manter a calma é o primeiro passo. Em seguida, algumas medidas simples ajudam a proteger a pessoa até o fim da crise.
Primeiramente, coloque a pessoa deitada de lado, se possível. Essa posição ajuda a manter as vias aéreas desobstruídas e reduz o risco de aspiração de saliva ou vômito.
Além disso, afaste objetos que possam causar ferimentos, como móveis, mochilas ou objetos pontiagudos. Se houver algo sob a cabeça, como um travesseiro ou uma peça de roupa dobrada, isso pode ajudar a evitar traumatismos.
Também é importante afrouxar roupas apertadas, especialmente ao redor do pescoço, como gravatas ou golas. Durante toda a crise, observe o tempo de duração e as características dos movimentos, pois essas informações serão úteis para a equipe de saúde.
Por fim, permaneça ao lado da pessoa até que ela recupere a consciência, explicando com calma o que aconteceu quando isso ocorrer.
O que não fazer durante uma convulsão
Saber o que não fazer durante uma convulsão é tão importante quanto saber como agir. Apesar de muito difundidas, algumas práticas populares são perigosas e não têm respaldo científico.
Nunca tente segurar a pessoa ou conter os movimentos. Isso não interrompe a crise e pode causar fraturas ou lesões musculares.
Da mesma forma, não coloque objetos na boca da pessoa. A ideia de “evitar que ela engula a língua” é um mito. Além de ineficaz, essa prática pode provocar quebra de dentes, sufocamento ou ferimentos na boca.
Também não ofereça água, alimentos ou medicamentos durante a crise. A pessoa não consegue engolir adequadamente nesse momento, o que aumenta o risco de aspiração.
Quanto tempo dura uma convulsão?
A maioria das convulsões dura entre 1 e 3 minutos. Embora esse período pareça longo para quem observa, crises breves geralmente cessam sozinhas e não causam danos permanentes.
No entanto, convulsões prolongadas exigem atenção especial. Se a crise durar mais de 5 minutos, o risco de complicações aumenta, configurando uma emergência médica.
Quando chamar ajuda médica?
É fundamental saber quando acionar o socorro. O SAMU (192) ou outro serviço de emergência deve ser chamado se:
-
A convulsão durar mais de 5 minutos
-
Uma crise ocorrer logo após a outra, sem recuperação da consciência
-
A pessoa se machucar durante a crise
-
A convulsão acontecer em alguém que nunca teve episódios semelhantes
-
A pessoa estiver grávida, tiver diabetes ou apresentar dificuldade para respirar após a crise
Nessas situações, a avaliação médica imediata é indispensável.
O que fazer após o fim da convulsão?
Após a convulsão, é comum que a pessoa fique confusa, sonolenta ou desorientada por alguns minutos. Esse período é chamado de fase pós-ictal.
Nesse momento, mantenha a pessoa em local seguro, continue com ela deitada de lado e fale de forma tranquila. Evite aglomerações e estímulos excessivos, como barulho ou luz forte.
Caso a pessoa queira dormir, isso geralmente é esperado. Ainda assim, observe sinais de alerta, como dificuldade para acordar, vômitos persistentes ou alterações neurológicas, e procure atendimento se algo parecer fora do normal.
Convulsão é sempre epilepsia?
Não. Embora a epilepsia seja uma das causas mais conhecidas, nem toda convulsão indica essa condição. Febre alta em crianças, hipoglicemia, uso ou abstinência de álcool e algumas infecções também podem desencadear crises convulsivas.
Por isso, uma primeira convulsão sempre deve ser avaliada por um médico, que investigará a causa e indicará a conduta adequada.
Por que é importante saber como agir?
Saber o que fazer ao presenciar uma convulsão reduz o risco de ferimentos, evita condutas perigosas e garante que a pessoa receba ajuda adequada no momento certo. Além disso, informação correta ajuda a combater mitos e preconceitos que ainda cercam esse tipo de evento.
Em situações de emergência, atitudes simples, baseadas na ciência, fazem toda a diferença.
Continue no Curiosaúde: leia mais assuntos que estão em alta na categoria Atualidades.
Share this content:



Publicar comentário